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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

007 - QUANTUN OF SOLACE - CRÍTICA


Após os ataques de 11 de Setembro, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão e o Iraque atrás de Osama Bin Laden e Saddan Hussein, respectivamente. Sete anos depois, as duas guerras continuam e apenas o ex-presidente iraquiano foi encontrado. Mas os atentados terroristas não influenciaram apenas a política externa americana: o cinema também sofreu consequências e um bom exemplo é a nova franquia 007, reiniciada em 2006 com Cassino Royale.

Pela primeira vez interpretada por um loiro, o filme narra a aventura de estreia de James Bond, agente secreto britânico. Mas o que diferenciou Cassino Royale dos outros 20 (isso mesmo, 20) filmes anteriores foi a postura adotada pelo diretor Martin Campbell: toda a fantasia do universo de James Bond foi substituída pela crueza da realidade. Quando o personagem foi criado, a Guerra Fria estava a todo vapor, o que justificava a presença do herói infalível com suas armas e equipamentos inacreditáveis. Porém, em 2001, as Torres Gêmeas caíram e a América acordou.

E a indústria cultural (o cinema principalmente) sentiu a necessidade de mudanças. O charme do antigo James Bond foi substituído pela cruza do novo agente secreto. Nada de parafernálias, exceto sua boa e velha arma de fogo e um Aston Martin para perseguir os inimigos. Quantum of Solace começa exatamente onde terminou Cassino Royale (situação inédita na franquia), com o 007 em busca dos assassinos de Vesper, sua única paixão. As investigações apontam para um eco-empresário – outro paralelo com a realidade, já que o meio ambiente é o assunto da moda e os megaempresários tentam “vender” uma postura ecológica. O vilão também difere de todos os outros da franquia: não é esquizofrênico nem tem alguma característica física marcante, como boca de ferro, olhos que lacrimejam sangue etc: sua vilania em ganhar dinheiro com a desgraça alheia.

Com esses elementos, o diretor Marc Forster mostra que até mesmo James Bond teve que se adaptar aos nossos dias.