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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O INCRÍVEL HULK - CRÍTICA


Em 2003, Ang Lee dirigiu Hulk, adaptação para o cinema de um dos personagens mais conhecidos das histórias em quadrinhos. Com o gênero da HQ invadindo a sétima arte, após o sucesso de X-Men (2000) e Homem-Aranha (2002), o diretor chinês teve liberdade para construir um drama, ao invés de um esperado filme de ação. E isso irritou os fãs.

Já nessa nova produção, O Incrível Hulk, Louis Leterrier entrega um golias verde mais animalesco, que uiva para os trovões e diz sua clássica frase nas páginas: “Hulk esmaga!”. O elenco também foi reforçado: o ótimo Edward Norton (Clube da Luta) faz o papel de Bruce Banner / Hulk, no lugar de Eric Bana; a atriz Liv Tyler (a Arwen, de Senhor dos Anéis) interpreta Betty Ross, namorada do herói; e Tim Roth (Pulp Fiction) faz o militar Emil Blonsky.

O filme começa mostrando Bruce Banner refugiado em uma das favelas do Rio de Janeiro, em busca de uma cura para sua maldição. Após localizar Banner, o exército norte-americano envia o soldado Emil para caçá-lo. Admirado com a força destrutiva de Hulk, o militar decide receber o mesmo experimento de exposição de raios gama sofrido por Banner, transformando-se no monstruoso Abominável.

Além de atuar, o astro Edward Norton também foi produtor e escreveu parte do roteiro, interferindo diversas vezes nas decisões impostas pela editora Marvel e pelo diretor. Enquanto Norton buscava transformar O Incrível Hulk num filme mais “cabeça”, a produtora e Leterrier queriam um longa-metragem de ação. A briga pela liberdade criativa influenciou a produção e é possível perceber isso na variação de ritmo ao longo das cenas. Mas, sem dúvida, o resultado final é melhor do que a produção anterior, com muita destruição e menos drama, mais próximo do universo do personagem nos quadrinhos.