Mostrando postagens com marcador Rede Social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rede Social. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de março de 2012

É Kermit, mas pode chamar de Caco



Kermit e os Muppets estão de volta aos cinemas. Espere aí, “Kermit”? Pois é, se você o conhecia como “Caco, o Sapo”, é melhor ir se acostumando, pois o líder dos bonecos criados pelo mestre dos fantoches Jim Henson (1936-1990) foi rebatizado com o seu nome original americano para o lançamento do filme “Os Muppets” no Brasil, que acontece nesta sexta (2/12).


Caco… ou melhor, Kermit, Miss Piggy e cia. chegaram ao Brasil com a série “Vila Sésamo” nos anos 1970 e o nome do sapo marcou gerações. Para que a mudança de identidade ocorresse da forma mais natural possível, o próprio Kermit (na verdade, seu dublador e manipulador Steve Whitmire) veio ao país explicar a confusão. Segundo o próprio, quando um produtor brasileiro dos anos 1970 perguntou qual era seu nome, o anfíbio ficou nervoso e acabou tossindo. “Eu disse ‘cof, cof’ e ele entendeu Caco”, explica Kermit. 
A explicação é oficial e será exibida num curta antes do filme, ainda que Miss Piggy, enciumada, tenha outra versão para esta história. Ela garante que o sapo usou o nome Caco só para azarar incógnito num carnaval carioca.

É claro que se trata de uma brincadeira e os motivos da mudança são bem diferentes. Há 40 anos, a estratégia das empresas era adotar nomes regionais, já que o mercado era fragmentado. Já hoje, no mundo conectado pela internet, é muito mais interessante ter uma marca única, facilitando a identidade e economizando custos sem a necessidade de adaptações nas embalagens dos produtos. É por isso, por exemplo, que o “Ursinho Puff” virou “Ursinho Pooh” e a fada “Sininho” (de “Peter Pan”) virou “Tinker Bell”. Para se ter uma ideia, Kermit é conhecido como “Cocas” em Portugal, “Gustavo” na Espanha e, em alguns países latinos, é chamado de “Rana René”.

Mas durante suas entrevistas para os jornalistas brasileiros, o querido sapo mostrou que não se incomoda se o chamarem por outro nome. “Podem me chamar de Caco, afinal é assim que sou conhecido aqui por uns 30 anos”.

Sim, foi o próprio sapo quem conversou com a imprensa e não seu manipulador, o ventríloquo Whitmire (responsável pelo boneco desde a morte de Henson, em 1990). E é impressionante como o personagem ganha vida, com movimentos naturais e até com cacoetes. Ele é simpaticíssimo e faz jornalistas adultos se sentirem criancinhas. Mas fica uma dúvida: e a nova geração, que cresceu assistindo a “Shrek” e às animações da Pixar, será que vai se interessar por bonecos de pano animados com a mão?

Kermit acredita que sim. “Acho que o fato de sermos reais e interagirmos, como atores de verdade, conta muitos pontos para nós. Isso não se consegue com um desenho”, disse. É claro que ele conta também com o apoio dos pais, que acompanharam os Muppets nos últimos 30 anos. “O que eu espero é que todos os nossos fãs mais velhos, que cresceram com a gente, agora nos apresentem aos seus filhos”, Kermit dá o recado.

E o retorno dos bonecos (o último longa-metragem foi em 1999, “Muppets do Espaço”) não é um fenômeno isolado: o potencial nostálgico de séries e personagens de décadas atrás tem rendido diversos filmes de sucesso, apelando tanto para o público adulto, quanto para as crianças, como os recentes regressos de “Smurfs” (que rendeu US$ 141 milhões) e de “Rei Leão 3D” (que surpreendeu com US$ 93 milhões arrecadados).

A Disney, que já é dona da Pixar e de parte da Marvel, adquiriu os direitos dos personagens de Jim Henson em 2004 e bolou uma estratégia de marketing viral em 2009, postando no YouTube um vídeo com os bonecos ao som da música “Bohemian Rhapsody”, do Queen. O resultado foi mais de 23 milhões de visualizações, o que estimulou novas brincadeiras que invadiram as redes sociais e, pouco a pouco, foram resgatando “Os Muppets” do limbo.

Por curiosidade, foi justamente o sumiço dos bonecos há mais de uma década o ponto de partida do roteiro elaborado por Jason Segel (“Ressaca de Amor”), um fã assumido dos Muppets. Na história, os personagens contam com a ajuda de Gary (Segel), sua namorada Mary (Amy Adams) e seu irmão Walter, ele próprio um boneco, para reconquistar o sucesso do público. A direção é de James Bobin, da série “Flight of the Conchords”.

O longa também conta com diversas participações especiais, como o vocalista Dave Grohl, da banda “Foo Fighters”, e o ator Jim Parsons – o físico Sheldon Cooper da série “The Big Bang Theory”. Mas Kermit assume que gostou mais foi de uma certa garota durante as filmagens. “Confesso que há um lugar especial no meu coraçãozinho de sapo para Rashida Jones (série ‘Parks and Recreation’). Se você der uma boa olhada nela, vai entender o porquê. Mas não diga isso para a Miss Piggy, no entanto.”

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Justin Timberlake e Mila Kunis, amiguinhos


“É como o comunismo: muito bom na teoria, mas não funciona na prática”. A comparação feita pela atriz Mila Kunis refere-se ao assunto proposto em seu mais novo filme, “Amizade Colorida” (Friends With Benefits), sobre um casal de amigos que tenta adicionar sexo sem estragar a relação. Justin Timberlake, seu companheiro de tela, concorda: “Não acho que isso seja um experimento de longa duração. Você quer ser promovido ou, em algum momento, será demitido”, brinca o ex-integrante do N’Sync.


O assunto, é claro, não é nenhuma novidade em Hollywood – “Sexo Sem Compromisso”, com Natalie Portman e Ashton Kutcher, esteve em cartaz recentemente –, mas a dupla tem reforçado durante as coletivas de imprensa que “Amizade Colorida” não é mais uma das milhares de histórias adocicadas que invadem os cinemas. “Nós sempre pensamos nele como uma comédia de amigos com um pouco de romance, em vez de uma comédia romântica estereotipada, afirma Mila. “É uma comédia adulta”, complementa Timberlake, “E acho isso raro, de certa forma. É um filme que conversa com minha geração. É sobre uma situação real, sobre a perspectiva de um homem e de uma mulher de idades semelhantes e suas visões do mundo”.

Os atores deixaram explícito o tom do filme na mais recente cerimônia do MTV Movie Awards, realizada em junho deste ano: durante a apresentação do premio de melhor performance masculina, Timberlake agarrou os seios de Mila, que não deixou por menos e apertou as partes íntimas do ator. A atitude dividiu opiniões, fazendo alguns rirem enquanto gerava controvérsia. Mila nem ligou: “Pensamos que seria hilariante e estávamos promovendo uma comédia para maiores”, explicou.

Mas a troca de carícias e o grau de intimidade e química entre os dois acabou gerando outro rumor: estariam eles namorando ou, assim como no filme, mantendo uma amizade colorida? As suspeitas aumentaram após fotos íntimas guardadas no celular roubado da atriz caírem na internet: nas imagens, Justin Timberlake aparece sem camisa e brincando com uma calcinha rosa, que seria de Mila. “É uma coisa lamentável que vem com as circunstâncias, mas não há qualquer verdade sobre isso”, defendeu-se, assim como defendeu o colega durante uma coletiva de imprensa em Moscou, quando uma jornalista perguntou em russo porque Timberlake está focando sua carreira no cinema e não mais na música.

Antes que o ator recebesse a tradução da frase, Mila, que é ucraniana e fala fluentemente o idioma de Lenin, retrucou: “Por que filme? Por que não? Que tipo de pergunta é essa? Por que você está aqui?”. Após compreender o acontecido, Timberlake brincou: “Ela é meu guarda-costas”. A amizade entre os dois reflete o bom momento que vivem em suas carreiras: Mila ganhou projeção mundial ao protagonizar uma cena de sexo com Natalie Portman em “Cisne Negro” (de Darren Aronofsky), enquanto Timberlake calou os mais ferrenhos críticos com sua interpretação de Sean Parker, criador do Napster, em “A Rede Social” (de David Fincher). Mas ambos percorreram caminhos bem diferentes até chegar a “Amizade Colorida”.

Mila vem realizando trabalhos em Hollywood há quase duas décadas em comerciais e séries televisivas e, aos 15 anos, foi selecionada para o elenco de “That '70s Show”, seriado também estrelado por Ashton Kutcher. Aos 16, tornou-se a voz de Meg Griffin, personagem do desenho animado “Family Guy”. No entanto, permaneceu por muito tempo ignorada pelo grande público. Por outro lado, Timberlake, aos 17 anos, já era um dos adolescentes mais conhecidos do mundo por integrar a “boy band” N’Sync, cujo álbum de estreia vendeu 11 milhões de cópias.

Após o declínio do grupo, Timberlake passou a investir no cinema e sua fama permitiu trabalhar ao lado de atores famosos como Morgan Freeman e Kevin Spacey em “Edison - Poder e Corrupção” (de David J. Burke), Bruce Willis em “Alpha Dog” (de Nick Cassavetes) e Jeff Bridges em “Um Caminho para Recomeçar” (de Michael Meredith). Já Mila, tirando sua rápida participação como a versão infantil da personagem interpretada por Angelina Jolie no telefilme “Gia - Fama e Destruição” (de Michael Cristofer), em 1998, participou de diversas produções sem expressão e notoriedade e só conquistou a atenção do público em 2008, ao lado de Mark Wahlberg na superprodução “Max Payne” (de John Moore), adaptação de um videogame. Dois anos depois, ela voltou a se destacar em “O Livro de Eli” (de Albert Hughes e Allen Hughes), protagonizado por Denzel Washington.

Se há alguma semelhança entre Timberlake e Mila, é o fato de terem namorado pessoas famosas. Ela, Macaulay Culkin. Ele, uma lista imensa que inclui Britney Spears e Cameron Diaz. Mas como já deixou bem claro, Mila não pretende ingressar no currículo do astro e espera que os dois continuem como colegas. “Eu não sou da escola de pensamento que acredita que os sexos opostos não podem ser amigos”. Com ou sem cor na amizade.

          “Amizade Colorida” é dirigida por Will Gluck e estreia no Brasil dia 30 de setembro.