Indicado ao Oscar 2011 de Melhor Filme Estrangeiro, obra franco-canadense faz metáfora sobre intolerância entre as três religiões monoteístas

Durante a leitura do testamento de sua mãe, os gêmeos Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon Marwan (Maxim Gaudette) descobrem que tem um irmão e que seu pai ainda está vivo. Na carta, a falecida pede aos filhos que viagem ao Oriente Médio, descubram onde estão os dois homens e lhe entreguem uma carta selada a cada um. A jovem Jeanne decide cumprir a missão e sai em busca do passado da mãe, Nawal Marwan, mulher expulsa do vilarejo natal e que acabou se envolvendo com um movimento militar revolucionário.

Mas o elemento mais poderoso da produção canadense está no pano de fundo da história, a guerra religiosa que domina o Oriente Médio. A cena do massacre no ônibus, que estampa o cartaz e dá título ao filme, é angustiante e resume todas as contradições de um conflito secular e irracional. Incêndios acaba se tornando um complemento de Valsa com Bashir, documentário em forma de animação (!) dirigido pelo israelense Ari Folman, também indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro dois anos atrás.
Quando os créditos sobem, fica cristalina a grandiosa metáfora sobre a intolerância entre as três grandes religiões monoteístas e a família Marwan.
Oba! Agora tenho dois filmes pra ver "Incêndios" e "Valsa com Bashir" e uma peça para achar.Obrigada.
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